quarta-feira, 6 de outubro de 2010

Contar as horas

Ontem, quase dez e meia já estava caindo pelas tabelas.
Às nove e trinta da manhã de ontem fui testar os meus conhecimentos em legislação. Realizei a prova em 16 minutos. Comi um pastel de queijo e presunto ao sair, com minha mãe, retornei ao trabalho. Fiz o que tinha para fazer, e o resto da manhã fiquei esperando ansiosa para as duas horas chegar logo. 
Enfim duas horas, bato o cartão e espero a minha mãe para me levar de encontro com o menino mais lindo da minha vida.
As escadas estava subindo, e o frio na barriga me acompanhava. Cada vez que vou vê-lo, é mais uma vez de borboletas no estômago. Ao perceber que estava chegando perto dele, logo abriu aquele sorriso maravilhoso que me faz sorrir. Abracei-o, beijei-o. Senti-me calma, com a certeza de que naqueles braços é o meu lugar o onde eu preciso estar para sempre.
Fomos almoçar, já quase duas e meia da tarde. 
Carinhos, sorrisos, beijinhos de longe, conversas, risadas.... Até terminarmos. 
Enfim, fomos caminhar. Eu do seu lado direito, seu braço me segurando bem perto de si, sua respiração logo acima da minha cabeça. Dei-lhe beijinhos. Tivemos assuntos infinitos. Conversamos sobre qualquer coisa que nos vem à cabeça. 
Lemos, rimos, tivemos vontade de brincar e jogar ao nos depararmos com aqueles brinquedos, lembramos da infância. Fizemos planos. Comemos. Ele comeu, eu provei... talvez tenha gostado. Talvez não.
Ao olhar a hora, cinco da tarde. Hora de ir para casa tomar banho e ter de esperar mais uma hora para podermos nos encontrar novamente. Uma hora é muito. Imagine só quando é preciso muito mais que isso. Liguei pra minha mãe. Esperamos até enfim ela chegou. Comigo ele foi até a sua casa. Disse-lhe 'tchau 'com uma vontade de dizer vamos para a minha casa, e mora comigo. Que difícil é dizer 'tchau', até mesmo um 'até daqui a pouco'.
Sete horas, eu na minha carteira, já na faculdade, esperando vê-lo novamente. Demorou um pouquinho mais do que normalmente demora, mas chegou. Abraçamo-nos. E tudo voltou a ficar colorido.
Apesar da pequena decepção com a nota de ambos, nada é possível nos abalar. 
"Oito horas. Ô intervalo demorado pra chegar, pra eu poder dar um abraço apertado nesse cara."
Oito e quarenta. Beijos e abraços intermináveis. 
Em nossos olhos é possível enxergar a felicidade. Em nossos olhos é possível perceber o amor. Amor. Que palavra é essa, de origem latina amore, difícil de traduzir! Sentimento tão complexo e ao mesmo tempo, tão simples. Amá-lo me faz feliz. Se sou feliz, é por tê-lo. Se perdê-lo, eu mesma estarei perdida. Repito, amor que uma vez imaginara conhecer. Não, só o conheço há seis meses. Os melhores meses.
A continuar mais uma página de nossa vida... A próxima aula, sem saber, estava reservada para rirmos... dele. (Perdoe-me meu amor, por rir tanto. Não só por ter achado graça, o meu riso se estende por amá-lo e por você fazer-me tão feliz.)
Enfim nas dez e meia, estava caindo de sono. Ele viu-me bêbada de sono, e aposto que ficou com vontade de rir. Fingi que não percebi.
Hora de dar tchau - pior hora do dia. Dissemos as nossas palavras lindas diárias, eu te amo, e dirigimo-nos ás nossas caronas.
Estava fresquinho. Cheguei em casa, comi qualquer coisa, fui para baixo da coberta e esperei-o na internet para desejar-lhe boa noite e dizer-lhe, mais uma vez, o quanto o amo e o quanto é importante pra mim. Pronto, após isso posso dormir tranquila e esperar para o dia seguinte chegar logo e passar logo para eu poder encontrá-lo e abraçá-lo e beijá-lo, como todas as horas do dia eu espero, quando estamos longe.

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