terça-feira, 12 de outubro de 2010

Lágrimas de amor, apenas

Hoje chorei novamente. Mas ele também chorou. E foram lágrimas de tristeza, de saudade, de medo... Tudo culpa minha. Mas não vem mais ao caso, porque ele veio até a minha casa, me deu aquele abraço apertado de me deixar sem ar, beijou minha testa, disse que me ama, que para sempre vai me amar, encostou seus lábios macios nos meus e me fez sentir segura novamente.
Ao olhar em seus olhos, fiquei hipnotizada. Olhei para aquele formato de sol, e pedi para que ele lesse meu pensamento, porque eu não estava conseguindo falar. Mas ele não conseguiu. Eu pelo menos acho que não. Mas passou pela minha mente, naquele momento, que queria que ele acreditasse quando eu digo que nunca vou deixá-lo, que pra sempre o amarei, que sou sua eterna namorada, menina, mulher, que ele entendesse quando digo que o amo mais que tudo na minha vida; PORQUE EU REALMENTE O AMO MAIS QUE TUDO NA MINHA VIDA; amo nada nem ninguém mais do que O amo, que ele é tudo pra mim e que sem ele, de fato, eu não vivo, e consequentemente vida sem ele não é mais vida, aliás, ele é minha vida, e se eu perdê-lo algum dia, automaticamente eu me perderei, sumirei... Morrerei. E uma coisa eu digo, com toda a certeza do mundo, nada disso é exagero, NADA. É simplesmente pouco para o que sinto. E após algum tempo sem conseguir dizer uma palavra sequer, levantei-me e o abracei, novamente. E enfim um eu te amo saiu de minha boca, com toda convicção.
Deitei, enfim, em seu peito, como amo deitar e sentir sua respiração sob minha cabeça, sentir seu coração batendo ao passo do meu, sentir seu cheirinho gostoso, e sua mão, de leve, em meu cabelo. Fechei os olhos, e pensei novamente sobre o amor... Sobre ele. Como é bom tê-lo ali, muito perto de mim, fazendo eu me sentir feliz, amada, protegida. Como é bom amá-lo.
E então dormimos, um ouvindo a respiração forte do outro. Como eu gostaria de deitar em minha cama e tê-lo sempre ali, para dormir ao meu lado, protegendo-me do frio, do medo do escuro ou de qualquer outro medo que por acaso surgir. Sem querer acordamos, e amamo-nos. Falamos de amor. Sentimos o amor.
Cantamos. Na verdade, eu cantei... Ele riu. E ria meu amor, RIA. Não importa do que, só deixe que eu ouça a sua risada maravilhosa que alegra meu dia, que contagia, e que eu veja seu sorriso perfeito que me faz feliz.
Ao chegar o momento de nos despedirmos, pedi: "promete que não vai mais chorar?" e então ele responde que dependeria de cada situação... mas depois de uma pequena pausa, ele perguntou: "promete que vai me amar pra sempre?", e obviamente, respondi-lhe que sim. E  então, sem eu esperar, ele disse: "chorar de felicidade, pode?” e uma lágrima correu de encontro com sua boca, e eu corri de encontro com seus braços, e lágrimas correram de encontro com a minha boca.
E nosso dia, como começou, acabou em lágrimas. Mas lágrimas de alegria, de paixão, de amor. E como é bom falar de amor com ele, e para ele; como é bom sentir amor por ele.

0 comentários:

Postar um comentário