terça-feira, 5 de outubro de 2010

O amor somos nós

Ganhei o carinho que tanto queria. Não é necessário pedir. Ele deve ler nos olhos, no meu sorriso de canto, na minha voz dengosa o quanto preciso de sua presença.
Ganhei um abraço, e um beijo. Na verdade foram mais que somente um. E que sorte a minha.
Senti o cheiro do perfume, que em sua pele fica perfeito; senti seu coração forte, ouvindo o meu pedindo para de nunca mais sair dali.
Ri das suas caretas. Ri ao tentar me seduzir piscando os dois olhos. Falei o quanto o acho lindo. Tirei foto!

Sorri por quanto ele é capaz de me fazer feliz. 
 Fiz cara de impressionada por não conseguir dizer tudo o que gostaria. Por não conseguir fazê-lo entender daquilo tudo que nem sei se entenderia, por eu mesma não entender direito.
Beijei sua testa, passei a mão em seus cabelos; pedi para me esquentar com seu abraço; deitou-se no meu colo; encostei meu lábio no seu; senti novamente seu abraço apertado de tirar o ar; aí ele me devolveu o ar; pensei em alguma coisa diferente para dizer. Falei sobre o amor. Sobre ele para ele. Talvez ele nem perceba. Talvez as minhas palavras soem monótonas em seus ouvidos... mas são as únicas capazes, hoje, de demonstrar o que há dentro deste coração carente. A única frase que sei falar e sentir ao mesmo tempo é o eu amo você. E eu o amo, com todas as forças que existem dentro de mim. O amo, pois nunca havia amado. Pensara uma vez que conhecia o amor. Engano meu. O amor é ele. O amor somos nós.
Ouvi o quanto sou importante. Ele ouviu o quanto é importante. E nada mais importa, nada além de nós, eu e ele, ele e eu e nosso amor infinito.


E uma coisa eu digo, que saudade já sinto...

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